Assista os vídeos abaixo e façam um resumo elaborando cinco questões com respostas para entregar.

1)
Por quais razões as pessoas imigram de um país para outro?

Estas atividades são para esta semana e deverão ser enviadas para meu e-mail.
geomaralvarosimoes@gmail.com
8a
Olá meus queridos alunos estaremos nos comunicando através deste e de outros canais.
sou o professor Marcelo (geografia)
Para começar, leiam o texto abaixo e responda o que se pede.
Escravidão no Brasil.
Por Ana Luíza Mello Santiago de Andrade
Graduada em História (Udesc, 2010)
Mestre em História (Udesc, 2013)
Doutora em História (USP, 2018)
A escravidão no Brasil ocorreu entre os séculos XVI e XIX e foi uma forma de exploração da força de trabalho de homens e mulheres africanas, sustentada pelo tráfico negreiro pelo oceano Atlântico. O processo de apresamento na África, seguido da travessia do oceano e a chegada em terras brasileiras foi bastante complexo. O fluxo de africanos de diversas partes do continente foi tanto que os escravizados chegaram a compor 75% da população em lugares como o Recôncavo Baiano, por exemplo.
Tráfico de escravos pelo Atlântico
Sobreviver foi uma tarefa difícil. As mortes eram constantes e a taxa de natalidade muito baixa, por conta disso e pela pouca importância dada à reprodução, houve necessidade constante de importar mão-de-obra, sustentando o tráfico atlântico. Este figurou como atividade lucrativa para um grupo bastante influente de traficantes.
Interior de um navio negreiro, pintura do artista alemão Johann Moritz Rugendas. (aprox. 1830).
É com a chegada dos portugueses na costa atlântica ao sul do Saara, no século XV que as formas de comércio se modificam e o uso da violência passou a ser comum. Cerca de 4,9 milhões de africanos vieram para o Brasil. As plantations e os monopólios eram a base da agricultura escravista e garantiram a escravidão como um negócio lucrativo.
O processo de escravização começava no continente africano. O primeiro movimento era o apresamento pelos traficantes, seguido de uma longa viagem pelo interior da África até a chegada na costa atlântica. Esta viagem obrigava os cativos a percorrerem um longo caminho até a chegada nos portos. Muitos deles não resistiam às doenças ou mesmo ao esforço físico. Os que chegavam aos portos chegavam a esperar um longo tempo até que os navios negreiros tivessem “carga” suficientemente lucrativa para fazer a travessia do atlântico.
A travessia nos navios negreiros era marcada pela violência e pelas condições insalubres. Antes de embarcar os homens e mulheres cativos eram marcados com ferro – ou nas costas ou no peito – como forma de identificação do traficante a quem pertenciam. Um único navio carregava cativos de diversos traficantes e locais de origem. E assim os senhores os preferiam: trabalhadores de etnias e culturas diferentes pois dificultava a comunicação e prevenia a formação de rebeliões e motins.
Entre os séculos XVI e XVIII as caravelas portuguesas tinham capacidade de transportar aproximadamente 500 cativos por viagem. Já os navios a vapor faziam o transporte de aproximadamente 350 escravos, já no século XIX, quando, aos poucos, a escravidão foi sendo abolida em diversas nações do mundo, num processo iniciado pela Inglaterra.
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A viagem nos navios tinha como dieta básica o azeite e o milho e, por conta desta alimentação pobre em vitaminas, especialmente a vitamina C, muitos escravizados chegavam com escorbuto, doença bastante comum neste contexto. O fim da travessia se dava com a chegada aos portos brasileiros como os de Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Fortaleza, São Luís e Belém. Os principais portos à época eram os de Salvador e Recife, mas, após a descoberta do ouro na região das Minas Gerais o porto do Rio de Janeiro ganha destaque e passa a receber um número cada vez maior de cativos.
Chegada ao Brasil
A chegada era marcada, inicialmente, pela burocracia. Classificados por sexo e idade posteriormente eram enviados para o local onde se faziam os leilões de escravos, que poderia ser já na alfândega ou nos armazéns próximos à região portuária.
Como chegavam bastante debilitados: doenças, feridas na pele, com vermes e escorbuto e com pouco peso era preciso valorizar a “mercadoria” e para venda os cativos eram limpos, tinham os cabelos e barbas cortados, e passavam óleo na sua pele. Neste momento recebiam uma alimentação mais cuidadosa para melhorar o aspecto. Já para esconder a aparência depressiva – chamada de banzo - causada pela exploração e imigração forçada os cativos recebiam produtos estimulantes como tabaco.
Além da venda in loco os homens e mulheres escravizados eram anunciados nos jornais. Ao buscar os periódicos do período este tipo de anúncio é facilmente encontrado. Postos à venda a partir do seu sexo, idade e etnia a preferência se dava por homens adultos – os mais caros. A venda envolvia garantias: caso o cativo apresentasse alguma doença ou debilidade física nos quinze dias sequentes à venda podia ser devolvido.
Locais de aplicação da mão de obra escrava
Aqui os escravizados foram destinados ao trabalho nos latifúndios de cana de açúcar, nas minas de ouro e diamantes, nas fazendas de café ou mesmo no trabalho doméstico ao longo dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX. O comércio de homens e mulheres africanos ocasionou na morte e no sofrimento de milhões de pessoas.
Havia distinção entre os cativos domésticos e os do campo. Os destinados às casas-grandes viviam uma vida mais próxima dos senhores, e conheciam a fundo seu cotidiano. Por isso mesmo houve uma delimitação bastante evidente nas casas entre as áreas sociais e de serviço, presentes até hoje nos elevadores de edifícios separados entre social e de serviço, que servem para demarcar os lugares sociais de patrões e empregados. Já os escravizados destinados ao trabalho no campo levavam uma vida mais sacrificada embora ambas as formas de trabalho fossem forçadas e de exploração.
Escravo sendo açoitado em público. Pintura de Johann Moriz Rugendas.
A escravidão foi um processo de extrema violência. A monocultura necessitava um grande número de trabalhadores que eram submetidos a uma rotina de trabalho difícil, pesada, sem lucros para os cativos, força de trabalho da produção latifundiária. O trabalho era intenso e o próprio cotidiano nos engenhos, nas fazendas ou nas minas, já representava uma violência impactante.
Os escravizados eram assombrados pela presença dos castigos físicos e das punições públicas. Várias foram as formas de humilhação. O tronco, o açoite, as humilhações, o uso de ganchos no pescoço ou as correntes presas ao chão representavam a violência a que eram submetidos os cativos. A escravidão é um sistema que só funciona com a presença da violência.
Ainda assim é preciso destacar o papel importante das revoltas e das rebeliões, formas de resistência à exploração imposta, como a experiência dos quilombos – como o de Palmares - e as diversas táticas praticadas para fugir da violência injusta. Homens e mulheres cativos não foram passivos ao sistema a que foram submetidos reagindo das mais variadas formas.
Leia também:
Fim da escravidão no Brasil
Lei Áurea
Lei Eusébio de Queirós
Lei do Ventre Livre
Comércio triangular
Campanhas abolicionistas
Referência:
SCHWARCZ, Lilia & STARLING, Heloisa. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
1- Façam resumo do texto (escrevam o que vocês entenderam).
2- responda às questões
Em que séculos ocorreu a escravidão no Brasil?
Por quais razões eles eram trazidos?
De que continente eles vinham?
Por que os compradores preferiam escravos de etnias diferentes?
Um Estado brasileiro atraiu muita mão de obra escrava. Qual foi ele e qual foi a razão?
Em que locais à mão de obra escrava eram mais aplicadas?
Explique Plantation e Monopólio.
3- Faça uma pesquisa sobre o que foi a Lei do Ventre Livre.
Estas atividades são para esta semana e deverão ser enviadas para meu e-mail.
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